Com a chegada do verão, com chuvas intensas e constantes, é necessário redobrar o cuidado e atenção com a saúde. Entre os malefícios que elas podem causar estão as doenças de veiculação hídrica, que são a leptospirose e a dengue. Em Minas Gerais, dezembro e janeiro são os meses em que se concentram os maiores números de casos de leptospirose. Causada pela bactéria Leptospira, está presente na urina de ratos e transmitida ao homem por meio do contato com a pele. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), a melhor forma de prevenir a doença é evitar o contato com águas de inundação, lama e outros resíduos que ficam nas casas depois que ocorrem enchentes, e quando for inevitável entrar em contato com essa água é importante o uso de luvas e botas. Se a pessoa não as tiver, é possível improvisar com sacos plásticos, colocando dois sacos nas mãos e dois nos pés para evitar o contato direto com a lama e com a água.
A leptospirose apresenta sintomas semelhantes aos da gripe e da dengue, ou seja, é comum os pacientes apresentarem febre, dor de cabeça e dores pelo corpo, principalmente na panturrilha, também podem aparecer sintomas como vômitos, diarreia e tosse. Os ferimentos presentes na pele, além de facilitar a infecção pela leptospira, podem ser fonte de entrada para a bactéria Clostridium tetani, causadora do tétano. Ela está presente nas fezes humanas e de animais, na terra, nas plantas, e até em objetos, podendo infectar pessoas de qualquer idade. Não existe vacina para dengue e leptospirose, mas para tétano tem. A vacina é gratuita e está disponível nos centros de saúde. Além da vacina, é fundamental que as pessoas cuidem bem dos seus ferimentos, lavando-os com água e sabão. Esse cuidado faz com que as possíveis toxinas sejam retiradas do corpo, não penetrando nas feridas e evitando, assim, o contágio. Para evitar uma possível subestimação do problema, que pode causar consequências graves, é importante procurar atendimento especializado.