No Dia Mundial do Diabetes, lembrado nesta segunda-feira, o objetivo da campanha global é orientar a população para prevenir a doença, que mata uma pessoa a cada dez segundos no mundo, conforme estatística da Federação Internacional de Diabetes, ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS). O desconhecimento sobre o que é a doença, os sintomas e o tratamento tem sido um dos obstáculos para conter essa epidemia global. A própria federação internacional estima que metade das pessoas não sabe que tem diabetes.
Segundo estimativa da Organização Mundial de Saúde, cerca de 300 milhões de pessoas no mundo, tem diabetes. No Brasil, são cerca de 11 milhões de portadores, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A faixa etária de maior prevalência é a partir dos 40 anos e quanto mais velha a população, maior a prevalência dessa enfermidade.
O diabetes tipo 2, que atinge mais pessoas, ocorre quando há aumento da taxa de açúcar (glicose) no sangue. Os sinais mais comuns são a sede excessiva, a perda de peso, a fome exagerada, a vontade de urinar muitas vezes, a difícil cicatrização de feridas, a visão embaçada, o cansaço e infecções frequentes. Alguns dos fatores de risco são a obesidade, o sedentarismo e o histórico familiar com casos da doença. A prática de exercícios físicos e a alimentação equilibrada ajudam a evitar o diabetes tipo 2, que não tem cura.
Já o diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, caracterizada pela destruição das células beta produtoras de insulina. Isso acontece por engano, porque o organismo as identifica como corpos estranhos. A sua ação é uma resposta autoimune. Este tipo de reação também ocorre em outras doenças, como esclerose múltipla, Lupus e doenças da tireóide.
Quem tem este tipo de diabetes precisa tomar injeções diárias de insulina para regularizar o metabolismo do açúcar, pois sem a insulina, a glicose não consegue chegar até as células, que precisam da insulina para queimar e transformar o açúcar em energia. Também é importante manterem uma alimentação saudável e realizar atividades físicas. As altas taxas de glicose acumulada no sangue, com o passar do tempo, podem afetar os olhos, rins, nervos ou coração.