Aliviado. É assim que o agricultor Samuel Soares da Silva, 68 anos, se sente depois que começou a chover. “Não deu pra salvar meu milho, que perdeu mais de 50%, mas permite que eu plante feijão das águas e recupere meu pasto, que é muito importante, já que o leite, vendido aqui mesmo na porta, ajuda muito no orçamento”, destacou.
A propriedade de Seu Samuel, fica na comunidade de Antônio Olinto, zona rural de Montes Claros, e foi visitada na manhã de sexta-feira, 5, pelo secretário de Agropecuária e Abastecimento, Roberto Mauro Amaral, e Charles Ramon Xavier, técnico-extencionista da Emater.
Infelizmente, a situação ainda não mudou e a situação de emergência por causa da seca persiste. “Para que isso deixe de ocorrer, será preciso chover mais 400 ou 500 milímetros, até o mês de abril, com a regularidade observada agora. Só assim rios e córregos se recuperarão minimamente e o lençol freático será reforçado”, destacou Roberto Amaral, acrescentando que por enquanto nada muda na perspectiva de que a Prefeitura decrete a situação de emergência seca na zona rural do município.
“A chuva, como se pode ver, melhorou as reservas de água de seu Samuel, cuja barraginha estava praticamente seca, e está promovendo a recuperação do pasto. Também permitirá o plantio do feijão das águas, que para produzir a contento precisará de chuvas até abril. Infelizmente, para o milho, não ajuda mais em nada, porque a cultura completou seu ciclo e as perdas são irreversíveis”, frisou Charles Ramon. As recentes chuvas ajudaram na recuperação, mas o índice pluviométrico anual continua baixo: 798,3. A média anual, para esta data, é de 1.100 milímetros.
Informações: Ascom / Prefeitura