BUSCAR: 
17/09/2009 - 16h08 - Atualizado em 17/09/2009 - 17h16
Carta aos Amigos: O Movimento Catrumano e o Dia dos Gerais

Nem só de repetição se vive nestas terras. Ocasionalmente surge alguma novidade de caráter não-egoístico. Refiro-me à disposição de um grupo de pessoas empenhadas no resgate de verdades históricas que se encontravam relegadas; relegar verdades históricas, esquecê-las nos escaninhos de uma memória cuja distância, pouco a pouco, vai se tornando inacessível, é meio eficiente pra instalar nas pessoas um sentimento de desprestígio, neste caso, à auto-estima norte mineira.

O grupo de pessoas ao qual refiro-me é composto pelo Sr. Reitor da Unimontes, Sr. Prefeito de Montes Claros, Sr. Presidente da AMAMS, professores da Unimontes (com especial destaque o professor João Batista de Almeida Costa), Beatriz Morais, Paulo de F. Ribeiro, João Carlos Rodrigues e mais algumas pessoas. Tem-se em mente recontar a história da formação do estado de Minas Gerais, informando a ocupação do espaço geográfico do atual Norte de Minas; evidentemente, tudo lastreado em demonstração documentada, servindo de lastro maior a tese antropológica, aprovada em doutorado, do professor João Batista Costa.

Mas, não apenas a recontagem da história mineira está em perspectiva. Gestou-se um plano de desenvolvimento regional, entregue ao Sr. Governador, assim como medidas outras de reconhecimento e afirmação.
Provisoriamente, adotou-se o nome de “Movimento Catrumano”; movimento, pela pretensão de significar que trata-se de iniciativa social que não se esgotará em um ou poucos atos, mas que permanecerá até que seus objetivos sejam alcançados, mas sem caráter partidário; o adjetivo “catrumano”, embora portador de um significado pejorativo da gente dos gerais, é originalmente dotado de outro significado, sem tonalidades de depreciação, identifica a própria gente desses sertões, seu peculiar modo de vida, costumes, mundividência, como tão bem nos diz Téo Azevedo, e é neste sentido que está sendo utilizado de modo a referenciar nitidamente o sertanejo.

1. Ingresso no Movimento Catrumano

Um convite me veio em janeiro de 2006 para uma reunião realizada na AMAMS. Compareci como mero ouvinte e apreciei atentamente argumentos sérios, até então por mim desconhecidos, a respeito da formação do território da Capitania de Minas Gerais, a dualidade de seu povo, constituído a partir de uma sociedade pastoril e outra mineradora, o descompasso entre a história documentada, especialmente em arquivos públicos de outros estados da federação, e a ensinada para nossas crianças em sala de aula... Já se apresentava, muito bem delineado, um projeto de valorização, revitalização e desenvolvimento da vasta região do Norte de Minas.
Embora simples ouvinte, permitiram-me participação naquela saudável troca de idéias e convidaram-me para as reuniões subsequentes.

O Movimento Catrumano formula propostas e busca implementá-las nos campos institucional e das práticas sociais, sempre tendo em consideração a valorização, revitalização e o desenvolvimento do Norte de Minas , numa visão de integração do território e das gentes de Minas Gerais, expondo a articulação da sociedade das minas com a sociedade dos gerais como indispensável à compreensão da existência da nossa unidade da federação.
Assim ingressei no Movimento Catrumano.

2. Perguntas à espera de quem as resolva

O Estado de Minas Gerais é apenas outro, montanhas, minérios diversos? O que uniu a exploração aurífera das minas gerais com a criação de gado nas fazendas do São Francisco?

A imagem de Minas Gerais não se faz tão somente a partir da região da exploração aurífera, mas necessariamente acrescente a região pastoril, fornecedora de alimentos que sustentaram a nascente sociedade na terra infértil em que ocorria a produção mineraria. O trânsito comercial entre Morrinhos (posteriormente arraial de Mathias Cardozo de Almeida e atualmente município de Matias Cardoso) e Salvador evidencia a vocação regional para a exploração de currais de gado, voltada à satisfação das necessidades da antiga capital colonial; o fornecimento de víveres à sociedade aurífera desloca atenções e, com o tempo, à luz das conveniências da coroa portuguesa, acaba por integrar-se no eixo formador da nova Capitania de Minas Gerais, em 1720, que politicamente visava: a) manter a exploração mineraria; b) manter fechado o trânsito mercantil com Salvador (o que já ocorria oficialmente desde 1702), por onde o ouro obtido com o fornecimento de alimentos escoava sem controle.

Mas, houve uma consequência funesta para os currais da Bahia, região sanfranciscana que compreende parte do atual Norte de Minas, em ser limitada à Capitania de Minas Gerais, comerciando gado com a região das minas e proibida, em 1702, como era expresso propósito do Governador Geral João de Lencastre, de comerciar outros produtos oriundos de Salvador. A facilidade inicial do fornecimento de víveres à sociedade mineradora foi gradativamente perdendo importância, na medida em que os contatos desta última com o Rio de Janeiro foram facilitados e aumentados. Gradativamente, o Norte de Minas, já então afastado do contato mercantil com Salvador, foi igualmente afastado do comércio com a sociedade mineradora, e sua sociedade, disseminada a partir de Morrinhos, caiu no esquecimento...

Fundiram-se o norte da Capitania de São Paulo e Minas do Ouro com parte do sertão da Capitania da Bahia, na margem direita do rio São Francisco, que então chegava pelo menos até a nascente do rio das Velhas (há discussão sobre a maior extensão da Capitania da Bahia, alcançando até a nascente do rio Paraopeba, como relata Simeão Ribeiro Pires, p. 52/53), onde atualmente situam-se os municípios de Sabará e de Belo Horizonte, e parte da Capitania de Pernambuco, na margem esquerda do mesmo rio São Francisco, para formar a nova Capitania de Minas Gerais.

A Capitania de Minas Gerais, portanto, formou-se da exploração aurífera nas minas e da atividade pastoril nos gerais, uma realidade histórica confirmada por farta documentação, disponível principalmente nos arquivos públicos de São Paulo e da Bahia, posto que a proto-história da Capitania de Minas Gerais, cuja data inicial é de 1720, conta-se pelos registros obteníveis nas capitanias que cederam parte de seu solo à formação das divisas da nova unidade político-administrativa, sem desdouro algum ao nosso Arquivo Público Mineiro. O atual território mineiro resultou, à época inicial de sua fundação, sem prejuízo de posterior acréscimo das terras atualmente conhecidas como Triângulo Mineiro, do desdobramento das Capitanias de São Paulo e Minas do Ouro (região sul, até aproximadamente à região onde hoje encontram-se os municípios de Ouro Preto e Mariana), Bahia (margem direita do rio São Francisco, até a região que atualmente abrange os municípios de Sabará e Belo Horizonte, chegando próximo a Ouro Preto e Mariana) e Pernambuco (margem esquerda do rio São Francisco).

3. Antecedentes históricos (ocupação das terras marginais ao rio São Francisco)

Testemunho de seu tempo, Frei Vicente do Salvador leva a público, através da obra História do Brasil – 1500-1627, disponível em meio virtual através do site da Biblioteca Nacional, sua contribuição à compreensão do início de povoação das terras brasileiras a partir das Capitanias da Bahia e de Pernambuco. Noticia o autor as entradas que se fizeram a partir das margens do rio São Francisco, o que é integralmente compatível com o paulatino desdobramento dos sertões pela extensão das Capitanias envolvidas, a criação de currais de gado e a formação de extensos latifúndios, dos quais um dos maiores de toda a história do Brasil situou-se à margem direita do rio da integração nacional, por nada menos que cento e sessenta léguas (à época a légua contava-se em seis mil e seiscentos metros), conforme estudos procedidos por Simeão Ribeiro Pires, invocando farta documentação (Raízes de Minas, p. 45 e seguintes, obra que recebeu o prêmio “Diogo de Vasconcelos”).

É de Simeão Ribeiro Pires a seguinte passagem (4. 46), bastante ilustrativa do acúmulo de terras e constituição de imenso latifúndio na segunda metade do século XVI, à margem do rio São Francisco, partindo da região que abrange a atual capital mineira para alcançar, ao cabo de cento e sessenta léguas, o sertão do atual Estado da Bahia, estabelecendo currais de gado, em conformidade com uma natural vocação pastoril:
Inegavelmente, a primeira região mineira a ser povoada foi a do Norte de Minas através dos currais de gado do Rio São Francisco e do Rio Verde.

Em uma visão mais ampla, cumpre acentuar que todo o lado direito do Rio São Francisco pertencia à Província da Bahia e o lado esquerdo à Província de Pernambuco.
O próprio Mestre de Campo Antônio Guedes de Brito, ao integralizar, por doações, heranças e compras aos seus dilatados domínios, à frente de sua milícia, subiu o Rio São Francisco, percorrendo os seus afluentes, como o Rio das Velhas e o Rio Jequitaí, reprimindo as constantes desordens dos fascinorosos.

Entretanto, logo após realizar os seus sonhos de papa-terras veio a falecer.
Mas já abrira para o sertão as fronteiras da pecuária:

A mais segura vocação da terra sertaneja.
Boris Fausto, História do Brasil, p. 93/94, embora com especial referência ao espírito paulista de exploração de sertões ignotos, igualmente relata a dedicação à criação de gado no vale do rio São Francisco, rumo ao nordeste, em pleno século XVI. Não se trata, portanto, de idealizações locais para consumo doméstico.

4. Rosa e os Gerais
E tudo o que digo, se a você, meu amigo, soa como novidade, não o é inteiramente. Mesmo quando “Gerais” utilizo não no sentido de qualificativo das “Minas”, mas dos campos que se estendem por longas extensões, onde Mathias Cardozo de Almeida fez história. Esses campos, partes da geografia do sertão, são conhecidos regionalmente como os gerais; assim o testemunho do grande Rosa, em correspondência a seu tradutor italiano: “você sabe, desde grande parte de Minas Gerais, aparecem os ´campos gerais´, ou os ´gerais´ – paisagem geográfica que se estende, pelo Oeste da Bahia, e Goiás, até o Piauí e ao Maranhão” (LORENZ, Günter. “Dialógos com Guimarães Rosa”. In COUTINHO, Eduardo F. (org.) Guimarães Rosa. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; Brasília: INL, 1983, PP. 62-97).

5. A língua dos Gerais

O amor à língua, que humanamente se ama como a uma mulher, como Rosa declarava nos livros que escrevia, par ser vivido necessita conhecer. Um amor assim explica a forma peculiar de pensar, sentir, falar e escrever, os trejeitos de cada região, e assim se forma uma identidade própria dentro da nação.

O que em cada um se revela, a construção da cidadania pela língua materna (tão apropriadamente se afirma materna uma língua, que é nos carinhos de quem nos cede o peito para saciar a sede de vida que aprendemos a lição inicial, os sons que preencherão, consciente ou inconscientemente, os momentos felizes do aprendizado de uma existência), nos faz ser o que somos, numa comunidade tão diferenciada e de mesma fala. E a língua materna não é uma, mas são muitas e tantas quanto são as mães, e o significado primeiro de cada palavra nos darão os seus lábios, que um dia confundiremos com os da pessoa amada para formar um novo “idioma”, que somente a dois será vivenciado.

Esse novo “idioma”, que comunica entre iguais seus sentimentos e vontades, formou-se a partir da vida rude de quantos se dispuseram ao sertão nos anos seiscentos e setecentos, no conhecimento dos morros e das matas, nos conflitos com os indígenas e nos amores que surgiram os mamelucos ou curibocas, no enfrentamento de uma realidade domável apenas pela tenacidade dos que ficaram. As dificuldades cotidianas e a não-sujeição a vontade diversa, especialmente quando adversa, firmaram a fibra de que se construiu o sertanejo, catrumano, norte-mineiro, em tantas fazendas e currais, não afeito a desperdícios ou ostentações, mas aferrado ao mando de seu próprio destino, ainda que afadigado da lida constante.

6. O dia Dos Gerais, uma discussão ética
As condições atuais de vida do norte-mineiro foram construídas ao longo de mais de três séculos de povoamento desta vasta região, aprendendo o forte que aqui permaneceu a enxergar o mundo por seus valores encharcados nos costumes e na percepção próprios de quem cultiva a sobriedade. O catrumano necessita dos seus valores para existir e afirmar-se; seus modos revelam um conhecimento e uma interpretação do mundo peculiares, particularizados na admiração das veredas e no respeito pelo semi-árido de onde extrai vida.

Não há, neste estado da federação, nenhuma outra região com este histórico. Desconhecê-lo é condenar toda a população a excluir de sua identidade os traços mais marcantes, é ignorar que as especificidades da cultura norte-mineira, não afastando a unidade de Minas Gerais, é elemento da liberdade individual e deve ser reconhecida como direito de cidadania.

Nesta perspectiva, elevada a cultura à categoria de direito de cidadania, o conhecimento das razões históricas que integraram os esforços para constituição da Capitania e do Estado de Minas Gerais deve ser celebrado não apenas no ambiente regional como fazem atualmente oito municípios da região e muitos outros virão em seguida, mas reconhecido oficialmente e declarado em salas de aula. Um tal reconhecimento de identidade cultural e dos valores aqui vivenciados é tarefa que começa em nossas consciências, como imperativo da responsabilidade que temos pela sociedade que construímos para nossa descendência, transmite-se às nossas condutas, corporifica-se no agir dos nossos políticos para transformar-se em uma missão de Estado.

Uma nova consciência histórica, que desenvolva empatia com relação a diferenças de percepção na formação do território mineiro, deve formar-se, para que possamos não apenas afirmar valores, crenças, desejos, princípios ou projetos de vida, mas para estabelecer um diálogo efetivamente democrático proveitoso entre regiões e que contribua para o engrandecimento de todos, numa integração que se faça por solidariedade.
Uma data cívica, que simbolize a força da história regional, deve ser eleita.
 

7. Porque Matias Cardoso? Por que 08 de dezembro?

Uma vez constatada a verdade da coexistência de duas sociedades distintas, a mineradora e a pastoril, no período colonial, cada qual com seus heróis e acontecimentos notáveis, resta indagar quanto ao local e época de surgimento e fixação da sociedade que desabrochou sob a forma que vemos hoje, aqui em Montes Claros.

Como relatam os estudos do professor João Batista de Almeida Costa, o bandeirante Mathias Cardozo de Almeida fundou o arraial de Morrinhos entre 1663 e 1666, em data não estabelecida com precisão, não havendo discussão quanto a ser o atual município de Matias Cardoso originário da primeira povoação.

Como o próprio nome da cidade denota, a sociedade matiense foi fundada pelo líder de uma bandeira paulista, Mathias Cardoso de Almeida numa época não muito precisa. Como um anônimo, organizou uma bandeira e desde meados do século XVII empreendeu uma guerra contra os indígenas, para aprisionamento e venda no mercado escravista paulista e baiano, e contra os quilombolas para exterminá-los. As vitórias que foi alcançando, transformaram-no em um bandeirante de prestígio, que lhe permitiu ser nomeado lugar-tenente da bandeira de Fernão Dias Paes em 1671 e de Dom Rodrigo Del Castel Blanco em 1684, que percorreriam parte do território de atuação de sua bandeira. Para frente a Guerra dos Bárbaros que acontecia no Nordeste brasileiro, foi contratado pelo Governador Geral do Brasil, Frei Manoel da Ressurreição, para dar fim aos índios Kariri confederados com outras sociedades indígenas dessa região que lutavam para a expulsão da população colonial. Não só levou a termo a função para a qual fora designado, como conseguiu junto ao Governo Geral uma série de privilégios. Ao retornar à área do rio Verde Grande, Mathias Cardozo de Almeida e seu grupo instalaram-se em seu arraial já em construção.

Entretanto, não há registro que precise a data desses eventos. Affonso de Taunay informa em sua História Geral das Bandeiras Paulistas (1948) que desde antes de 1664 esse bandeirante paulista andava com seus companheiros pelo sertão do São Francisco.

Contrapondo-se a essa visão, Urbino Viana (1935) informa que o arraial de Morrinhos fora fundado no começo do século XVII por Domingos Dias do Prado e que, o arraial fundado por Mathias Cardozo de Almeida, devido às enchentes extinguiu-se. Tendo seu filho Januário Cardoso transferido residência para o arraial já fundado desde meados dos anos 1600. A família Cardozo de Almeida teria aí se estabelecido em definitivo até que em meados do século XIX transferiu-se para a Bahia.

Salomão de Vasconcellos, em sua obra sobre o bandeirismo, calcula o ano de fundação de Morrinhos a partir de uma telha encontrada na igreja matriz, datada de 1703. Julga que o início da edificação foi “aí pelas alturas de 1673, o que coincide razoavelmente com o tempo das guerrilhas do norte. Tendo-se, porém, ainda em vista que igrejas desse vulto só começavam nos povoados e arraiais já formados e desenvolvidos, lícito é dar mais 10 anos, pelo menos, para o início do arraial de Morrinhos... aí por volta de 1663” (1944: 17).

Se os autores controvertem-se, havendo até quem recue a data de fundação do arraial de Morrinhos, atual município de Matias Cardoso, a meados do século XVII, a documentação e a bibliografia disponíveis tornam menos suscetíveis de controvérsias que tal sociedade iniciou-se antes do último quartel dos seiscentos, desenvolvendo-se e sedimentando-se de tal forma a justificar a instituição da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Morrinhos em 08 de dezembro de 1695, por ato do Arcebispo de Salvador, Dom Frei Manuel da Ressurreição.

À falta da data exata de fundação do arraial de Morrinhos, do qual, mais tarde, surgiu o município de Matias Cardoso, fixou-se, em proposta de emenda constitucional, como data comemorativa certa e adequadamente documentada a instituição da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Morrinhos para celebração e reconhecimento da importância da sociedade pastoril na fundação daquela que se tornou a sociedade atual do Estado de Minas Gerais.

8. Despedida

Eticamente, o que se propõe nesta oportunidade sustenta-se sobre os pilares platônicos da verdade (em interpretação livre, pode-se afirmar tratar-se da relação de correspondência entre o discurso e o fato) e da justiça (em interpretação livre, pode-se dizer que ao Estado cabe, para ser justo, atribuir a cada qual segundo sua necessidade e merecimento, à luz da verdade, de modo a assegurar coesão e harmonia ao tecido social).

Não se coloca em dúvida a primazia do município de Mariana, no que toca à formação da sociedade mineradora. Não se contesta a verdade marianense, quanto aos fatos ocorridos em 16 de julho de 1696. Mas, para contar a verdade integral da formação da Capitania de Minas Gerais, reconheçamos seu caráter dual, constituído a partir de duas sociedades distintas, uma mineradora e outra pastoril, complementares na medida em que a opulência da extração aurífera não teria ocorrido se não fossem as restrições comerciais a que submetida a sociedade produtora de víveres instalada ao longo do vale do rio São Francisco.

Não se pretende o rebaixamento da verdade marianense, apenas que seja retirado o manto que encobre a verdade matiense e que obnubila sua improtância histórica. Reconhecendo às duas sociedades co-fundadoras de Minas Gerais igual dignidade, resgata-se o passado e projeta-se o futuro, lembrando que a nossa capital deve seu nome ao horizonte sobre as chapadas e não sobre as montanhas.
Assim me despeço.

Bruno Terra
AMAGIS/NORTE DE MINAS

De entre as Minas e os Gerais, em agosto de 2008


IMAGENS, clique para ampliar:
DOWNLOAD


IMPRIMIR NEWSLETTER ENVIAR P/ AMIGO

Mostrando de 1 a 2 de 2 registros encontrados.

05/05/2009 - 19h10 - Atualizado em 09/05/2009 - 15h34
Fundação Genival Tourinho luta pela exploração do Gás Natural no Norte de Minas

03/05/2009 - 15h51 - Atualizado em 13/05/2009 - 16h58
Download do projeto movimento Catrumano completo em PDF

Desenvolvimento: qualitÉ! Tecnologia FCGT ® Fundação Cultural Genival Tourinho 2009. Todos os direitos reservados.   Administração  Webmail
PÁGINA PRINCIPAL | INSTITUCIONAL | CAMINHOS DOS GERAES | MOVIMENTO CATRUMANO | CEDOC | CONTATO
Rua São Sebastião, 111, Todos os Santos, Montes Claros (MG)
tvgeraes@tvgeraes.com (38) 3221-9498